
pra quem se lembra do tilintar da música natalina e suas versões, belém é berço, natureza e encanto ao final de tarde, deste outono tardio mergulhado em inverno, dias de têmpera no clima, nas luzes e nos sons. Belém é silêncio por vezes rasgado por aviões pequenos a baixa altitude, entre eles um mar de natureza na beira rio, há peixes pequenos saltando a linha d´água, pássaros decorando o azul com seu movimento ordenado, o verde vistoso imerso no tardio entardecer alaranjado: um rendez-vous tridimensional. Alguém me diz, “eu e jesus nascemos aqui, morei ali naquele muro branco por 43 anos”, me sinto local, me sinto índio, me sinto originário daquelas bandas, certo que algum familiar ali atrás viveu essa cena tão encantadora. Enquanto assisto o mergulho suave do sol nas águas com sua calma, tudo se transforma, o povo da noite dá as boas vindas, muda o cenário e muda a trilha sonora, o segundo ato. O que era do dia não está mais, as aves se recolhem, o corpo sente a aragem e pede luz e calor para continuar, deixamos a beira saudosos de todos os entardeceres que não vimos, grandiosos epílogos de dias comuns, esses que a gente vive sem olhar com atenção, os pequeninos espetáculos.
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