salamandra

taca fogo, dia frio,

bota lenha, fecha porta

quenta água, bebe mate!

Dias ininterruptos de baixas temperaturas, chuvas intermitentes, noites de cobertas e sopa, pés frios e bichos dentro de casa. Esse é o inverno que se apresenta, depois de veranicos em pleno maio de trinta graus, porto alegre é conhecida pela umidade e pela curiosidade de sentir as quatros estações num dia só. No meio da sala, ela impera, com sua gana por lenha, ar e companhia. Na chapa, chaleira, panela e pinhão. Lá na roça, há uns duzentos quilômetros daqui, longe desta mesa gelada, as vaquinhas pastam em meio as baforadas de vapor rente a relva, é frio, a produção de leite está prejudicada, aqui tem gente à espera da cuca típica alemã käs schimier, a gordura do leite coagulado por dias com seu aroma e gosto agridoce. Desta tarde o que se espera é subir os tocos, alimentar o fogão e se deliciar com o feitiço quentinho do fogo que embala nosso imaginário.


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